quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Camundonga mocoronga

(Imagem do blog:http://yelloweesa-paginasamareladas.blogspot.com/ - inspirada na ilustração do livro:"A Viagem de Dona Ratinha" de Piet Broos.)

A Camundonga mocoronga
(e seu marido songamonga)


Ela é realmente mocoronga
tem pouca força de vontade
tudo o que faz fica pela metade

Quando ela vai à praia
esquece de amarrar a tanga
na festa, não solta a franga...

Quando ela casou-se
usou véu sem grinalda
seu pudim nunca tem calda...

Seu marido é songamonga
não fala de quase nada
sua vida é totalmente parada

Mesmo quando tem fome
ele nem pede pela janta
quando ouve música nem canta...

Mesmo quando fazem fofoca
ele continua muito quieto
e não mata nenhum inseto...

Ele espera que a Camundonga
mesmo sendo mocoronga
resolva tudo, ainda que seja pela metade!


Neide Escada da Rosa
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fadinhas do amor


FADINHAS DO AMOR

Sempre juntas elas trabalham
mas parece que brincam sempre

Vestidas na cor rosa elas bailam
e parece que de pétalas estão vestidas

As fadinhas do amor por aí espalham
um perfume doce, assinatura de fadinhas

Sempre felizes elas desfilam
mas parece que sorriem sempre

Carinhosas nos gestos que falam
e parecem escrever palavras carinhosas

As fadinhas do amor por aí derramam
uma chuva cheirosa, presente de fadinhas

Neide Escada da Rosa

sábado, 30 de abril de 2011

Em céu cor de rosa


Em céu cor-de-rosa

O passarinho verde em céu rosa
ele sabe que esta é a cor do amor
e por isso ele voa tão contente
e chama por toda a gente

Em céu coberto pela cor-de-rosa
nosso amiguinho sente o calor
de amar a vida e ele voa
feliz...ê coisa boa


Neide Escada da Rosa
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Na cerca rosa


Na cerca rosa

O quintal da abelhinha rosa
é rodeado por uma bela cerca
Ela é bonita em vários tons
e dela saem diferentes sons

É porque a abelhinha rosa
deseja que nunca se perca
a melodia da mãe-natureza
que todo dia canta a beleza

Neide Escada da Rosa

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sábado, 23 de abril de 2011

Roendo a Páscoa

Roendo a Páscoa

Acordo cedo no domingo de Páscoa
porque o coelhinho passa cedo por aqui
Não consigo vê-lo, mas sigo seus passos

Ele corre e corre para que logo, logo
ele possa voltar às suas cenouras tenrinhas

Já eu corro logo para a cesta colorida
e me ponho a escolher o chocolate mais gostoso

E aqui estou eu, roendo a Páscoa
lambusado e feliz, agradecido
pelas alegrias da vida

Neide Escada da Rosa

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

No jardim rosa


No jardim rosa

No jardim do cogumelo rosa
se encontra a fruta mais doce.
Ela é vermelhinha como a maçã
e redondinha como a romã.

Mas o cuidador do jardim rosa
avisa: só entrou aqui quem trouxe
uma pedrinha bonita de presente
e deixou meu coração contente!

Neide Escada da Rosa

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domingo, 17 de abril de 2011

Pituco

PITUCO

Pois é... Ele nunca voou. Nasceu com um probleminha na asa. Pituco aprendeu tudo o que  precisava, mamãe ensinava a procurar minhocas, vermes e sementes, observá-las cair ao sopro do vento, seu amigo... e lá corria Pituco, voraz atrás do alimento.

É... ele fez amizade com o vento. Quando seu amigo vento soprava de trás, trazia o cheiro de algum predador e zás... Pituco corria pro ninho. Quando o vento soprava forte, chegando de sua viagem lá do Norte, revolvia a terra e Pituco ficava de olho esperto nas comidinhas que se remexiam pelo chão.
Pituco fez muitos amigos e muitos deles voavam e lhe contavam as novidades:

- Lá na árvore de flores rosas eu vi uma linda Corujita dormindo...sua respiração era a mais melodiosa do Universo... suspirava Corujinho apaixonado.

- Sabia que estão consertando a cerca velha do quintal? Não vai mais ter perigo do Sansão correr por aqui, porque não terá mais buracos em nenhum lugar...eu ouvi a Senhora conversando por aí... contava o Penuginha, sempre atento.

Os amigos levavam Pituco à corda do varal e lá ficavam piando e dando risada numa curtição boa de se ver. Do que os amigos mais gostavam eram as histórias que Pituco contava, eles se empolgavam tanto que voavam por perto, buscando objetos que ilustrassem o que estava sendo narrado. E Pituco contava mais e mais, ele tinha imaginação fértil, sua mamãe lhe disse.

Era uma estripulia quando ele contava as Histórias da Noite Escura... Então não ficava passarinho quieto no varal, era uma tremeção e Corujinho soltava um pio medroso a cada minuto. Mas era divertido e no final eles riam a valer só de lembrar que era tudo inventado e que a noite de verdade era quentinha e segura debaixo da asa da mamãe.

Neide Escada da Rosa

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